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Fact-checking na contramão das fake news

Fact-checking na contramão das fake news

Muito popular nos últimos anos, a expressão fake news ganhou visibilidade e se introduziu em conversas e debates.

 

O termo está relacionado à propagação de notícias fraudulentas que circulam na internet, principalmente nas redes sociais. O conceito tem potencial para induzir decisões equivocadas e influenciar hábitos a partir de exposições falsas, podendo comprometer reputações e resultados.

 

Segundo um estudo recente, a possibilidade de cair em fake news é motivo de preocupação para 60% das pessoas entrevistadas. A pesquisa nomeada como “As novas pessoas moldando nosso futuro”, elaborada pela consultoria Oliver Wyman e divulgada pela Exame, apontou que 80% acreditam que, atualmente, a desinformação é um problema.

Nesse sentido, o termo fact-checking, ou checagem de fatos, ganhou força nesse cenário.

 

 

Qual informação é confiável?

 

Estamos vivendo o fenômeno denominado pelo cientista político e jornalista David Rothkopf como infodemia ou epidemia de informações. Esse termo diz respeito ao excesso de informação disseminada no ambiente digital, sendo ou não de fontes confiáveis.

 

Rothkopf, em sua coluna para o jornal Washington Post, descreveu em 2003 infodemia como: “Alguns fatos, misturados com medo, especulação e boato, amplificados e transmitidos rapidamente em todo o mundo pelas modernas tecnologias da informação, afetaram as economias nacionais e internacionais, a política e até a segurança de maneiras totalmente desproporcionais às realidades básicas”.

 

Recentemente, com a pandemia causada pelo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou novamente em pauta o assunto, tendo como uma das motivações conscientizar sobre o consumo de informações confiáveis em relação às questões sanitárias. E, no contexto da Covid-19, a infodemia contribuiu significativamente para a desinformação.

 

 

Fact-checking no combate às notícias falsas

 

Na década de 1990, o jornalista norte-americano Brooks Jackson, na época repórter da CNN em Washington/EUA, recebeu a função de checar as promessas e falas de candidatos à presidência dos Estados Unidos em seus anúncios políticos na TV.

Tempos depois, Jackson fundou o “Ad Police”, considerada a primeira equipe jornalística especializada em verificar propagandas eleitorais. Após, em 2003, o jornalista, em parceria com a Universidade da Pensilvânia e do Annenberg Public Policy Center, criou o primeiro site independente de fact-checking: o FactCheck.org, que segue ativo.

De lá pra cá, a checagem de fatos se espalhou pelo mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, projetos como a Agência Lupa surgiram. A iniciativa é uma criação da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Revista Piauí. O site analisa diversos conteúdos nacionais e internacionais.

Outra proposta nacional é a Aos Fatos, uma plataforma jornalística de investigação e checagem de fatos. Sua produção é reconhecida internacionalmente e verificada pela International Fact-Checking Network (IFCN).

Seguindo essa ideia, pesquisadores do Instituto de Ciência Matemáticas de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) criaram um algoritmo que, após diversos testes, conseguiu identificar notícias falsas com 96% de precisão. O recurso passará por novos testes até ser lançado oficialmente.

 

 

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