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Design circular: olhar regenerador à economia linear

Design circular: olhar regenerador à economia linear

A busca por mais sustentabilidade aplicada aos negócios, bem como por reduzir os impactos causados ao meio ambiente e à sociedade, vem contribuindo para uma mudança de paradigma no design.

 

Nas últimas décadas, indústrias dos mais variados segmentos desenvolveram seus produtos sem considerar a destinação e a recuperação dos materiais utilizados. Hoje, no entanto, esse modelo de criação, talvez, esteja com os dias contados.

 

Com o intuito de romper esse padrão, vem ganhando espaço no mercado o design circular. Para compreender melhor o conceito e a mudança a qual ele se propõe, é importante rever o modelo adotado até então.

 

Economia linear x economia circular

 

Há décadas, o processo de desenvolvimento de produtos utiliza critérios que não consideram a reutilização dos recursos. O que ocorre é justamente o contrário. Após a Crise de 1929, muitas indústrias passaram a orientar seus designers a desenvolver produtos com obsolescência programada, ou seja, com vida útil estrategicamente curta.

 

O objetivo, além de reduzir custos de produção, era forçar o consumidor a adquirir um novo produto, estimulando a economia. É o caso de lâmpadas, que passaram a ser produzidas com materiais de menor durabilidade, e de diversos equipamentos eletrônicos, como os celulares, que se tornam não funcionais para forçar a substituição por uma nova versão.

 

Com o tempo, entretanto, os impactos desse modelo de economia linear foram evidenciados. Estima-se que, a cada ano, o Brasil perca mais de R$ 8 bilhões em materiais que, após o uso, são direcionados para aterros e lixões clandestinos.

 

Somente em 2019, o País gerou mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico, sendo menos de 3% descartado corretamente. Dados como esses posicionam o Brasil como o 5º maior gerador global de resíduos eletrônicos, segundo a Green Eletron, entidade gestora de logística reversa.

 

Em contrapartida, a economia circular propõe repensar o modelo tradicional e estimula formatos de produção que evitam o desperdício de recursos. Assim, aposta no máximo reaproveitamento da matéria-prima utilizada, reduzindo o descarte.

 

A economia circular representa, portanto, uma alternativa para reverter o quadro de degradação ambiental. Além disso, oportuniza o melhor uso dos recursos naturais e o aumento da competitividade da indústria.

 

Design circular para um futuro sustentável

 

O design circular, por sua vez, nasce alinhado ao conceito de economia circular. Para além de produtos acessíveis e que, em breve, gerarão lixo, ele considera o impacto da produção de forma mais ampla.

 

Dessa forma, busca-se ressignificar a produção, reduzindo a perda de valor agregado. As indústrias passam a pensar não só na venda, mas também na destinação dos materiais e na reutilização de recursos. Para isso, evitam matérias-primas que agridem o meio ambiente e adotam ciclos produtivos que utilizam energias limpas.

 

Os produtos do design circular são ecologicamente corretos desde a sua criação, contribuindo para a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, entre outros benefícios. Entenda mais a seguir.

 

Vantagens do design circular:

 

- Menor custo de produção: o uso de insumos reciclados resulta na redução de custos.

 

- Identificação com o consumidor: cada vez mais exigentes, os consumidores buscam conectar-se com marcas que praticam valores semelhantes aos seus.

 

- Minimiza impactos ambientais: produtos pensados a partir do design circular geram menos desperdício, lixo e poluição.

 

- Incentivo à inovação: desenvolver soluções alinhadas à economia circular é um grande desafio aos designers. Ao mesmo tempo, uma oportunidade explorar a criatividade e inovação, associadas à tecnologia e à sustentabilidade.

 

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