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Cripto Fashion e Metaverso: a moda como experiência virtual

Cripto Fashion e Metaverso: a moda como experiência virtual

As experiências imersivas no universo digital chegaram com força ao mundo da moda em 2022. Descubra o que é cripto fashion e para que servem os produtos de moda inseridos no Metaverso.

 

 

Das passarelas para a realidade virtual. A indústria da moda, assim como outros setores da economia, passou pelo período de adaptação e agora, mais do que nunca, tem investido no ambiente digital e transformado a relação consumidor x marcas.

 

O Metaverso, como ideia, é citado desde o início do século, mas ganhou força quando nos vimos presos em frente aos computadores, por consequência da pandemia que iniciou em 2020, criando uma visão paralela e alternativa à realidade por meio de dispositivos como computadores, celulares e óculos de realidade aumentada.

 

As possibilidades, nesse cenário, são infinitas e ainda pouco exploradas. Em um mundo utópico seria possível, por exemplo, caminhar pelas ruas com óculos especiais que fizessem a leitura desses ativos digitais em tempo real, no dia a dia, sem que precisássemos do auxílio de telas adicionais para visualizar, por exemplo, uma peça da Balenciaga comprada para ser utilizada no Metaverso.

 

O que é Cripto Fashion?

Em 2021, os NFTs ganharam popularidade e cresceram no interesse de entusiastas da tecnologia, que começaram a investir nesse novo tipo de ativo. Esse movimento tracionou os próximos passos do setor de moda, que aproveitou a oportunidade para criar a chamada “Cripto Fashion”, que utiliza tecnologia blockchain para registrar e vender produtos exclusivos para o ambiente digital.

 

Uma das primeiras marcas a entrar nesse universo, ainda em 2021, foi a Gucci, através do lançamento do modelo de tênis Gucci Virtual 25. Ao contrário dos modelos tradicionais, esse foi vendido apenas para ser utilizado como uma espécie de filtro em aplicativos de realidade aumentada, como skins (roupas para personagens) em vídeo games ou fotos para as redes sociais, por exemplo.

 

Esse novo momento da moda não substitui o que já vivemos, mas pode ampliar a relação de consumo com as marcas que se prepararem adequadamente para essa jornada, uma vez que a associação do online com o offline pode trazer impactos relevantes para as vendas.

 

Quanto dinheiro é movimentado por Cripto Fashion?

Estabelecer o real valor movimentado por NFTs é um movimento complexo, dada a descentralização das vendas. Para se ter uma ideia, podemos pegar o exemplo do jogo Decentraland, que em 2021 movimentou sozinho mais de 750 mil dólares apenas em itens de vestuário NFT.

 

A RTFKT, que vende artigos de edição limitada, registrou 7 milhões de dólares na venda de um modelo de tênis por meio de leilões. Além de receber o NFT, o comprador, neste caso, recebia um token que poderia ser trocado pela versão física do calçado.

 

Muitas empresas deste novo setor utilizam criptomoedas como forma de pagamento, então para ter acesso as melhores oportunidades de compra e ainda conseguir itens exclusivos da alta moda digital, é necessário entender e investir em criptos como bitcoins e Ethereum, por exemplo.

 

Vendas físicas no metaverso

O ambiente digital possibilita, também, que novas experiências sejam estabelecidas. Quando pensamos em e-commerce, por exemplo, geralmente o que temos em mente é uma experiência fria e distante do consumidor, sem os aspectos personalizáveis de cada marca em seu ponto de venda físico.

 

No Brasil, o grupo Soma iniciou no segmento com o projeto Farm na Nuvem, que permite a visitação de uma loja como se o usuário estivesse no Google Street View. Assim, é possível escolher e comprar itens físicos antes mesmo que estejam disponíveis nas lojas da marca, enquanto escuta músicas que acompanham a identidade sonora da Farm. A empresa também testa, internamente, uma tecnologia que permita ao cliente provar as peças escolhidas através da realidade aumentada.

 

A consultoria de mercado McKinsey divulgou um relatório onde a moda aparece entre as três categorias de maior interesse da geração Z, que tem uma relação muito mais próxima com o ambiente digital, o que justifica a ascensão Cripto Fashion e das experiências virtuais.

 

O futuro da moda

Com tantas novas informações e tecnologias sendo aplicadas no setor, as marcas e estilistas precisam estar em sinergia com o digital para que consigam explorar todos os cenários possíveis dessa vertente da economia.

 

É fato que o universo virtual não substitui o real, mas quem souber interligar os dois da melhor forma, estará sempre a frente no mercado da moda, seja exibindo desfiles no Metaverso, produzindo artigos exclusivos em NFT ou facilitando a jornada de compra através de experiências imersivas.

 

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